top of page

Bem-vindo ao blog da Plataforma Engo

Aqui você vai encontrar os mais diversos posts voltados para o ramo da construção civil!

Novidades e inovações na construção civil

Dicas de técnicas de trabalho

Materiais de estudo para concursos

e muito mais...

Design sem nome (7).png
Design sem nome (8).png

Hidrologia para concursos: Parte 1



Antes de começarmos o nosso estudo, vamos relembrar alguns conceitos do ciclo hidrológico.


O Ciclo Hidrológico é aleatório, tanto temporal como espacial com isso, apresenta uma complexidade muito maior do que a apresentada na figura abaixo, porém, compete a nós conhecer principalmente as fases do ciclo que se processam sobre a superfície terrestre.



O ciclo hidrológico é constante (não tem princípio nem fim),


  • Com a energia inicial do sol (calor), provoca-se o aquecimento da superfície e ocorre a formação de vapor, oriundo da superfície dos oceanos, lagos, rios, plantas, animais e do solo;

  • Esse vapor subirá para a atmosfera formando as nuvens e deslocamento das massas de ar tanto úmido como seco, em direção aos continentes ou aos oceanos;

  • Em condições adequadas ocorrerá a saturação da atmosfera por vapor e variações na temperatura, que provocarão a condensação desse vapor proporcionando as precipitações;

  • Posteriormente esta água infiltra no solo, escoa na superfície dos solo até chegar aos rios, desloca-se pelas águas subsuperficiais, escoa pelos rios, pela ação da gravidade, até chegar aos oceanos e dar inicio ao ciclo novamente.

*A evaporação é o processo mais importante que acompanha o ciclo hidrológico, pois o acompanha em quase todas as suas fases





A Bacia Hidrográfica é uma área de captação natural, delimitada topograficamente, onde toda a água da precipitação converge na forma de escoamento superficial para a rede de drenagem que direciona o fluxo para um único ponto de saída, denominado exutório. A delimitação é feita por uma linha que passa pelo cume das elevações periféricas, identificada topograficamente, a esta linha e dado o nome de divisor de águas, cuja linha corta a corrente somente uma vez na seção de saída, onde está a parte mais baixa da bacia.


O comportamento hidrológico de uma bacia hidrográfica é afetado por fatores climáticos e fisiográficos.

Os fatores climáticos que mais afetam o comportamento hidrológico são:

  • Precipitação

  • Transpiração

  • Evaporação

Os fatores fisiográficos que mais afetam são:

Condições geológicas e topográficas da superfície de infiltração

  • Tipo de solo

  • Uso da terra

  • Características físicas da bacia




Precipitação


Precipitação é o processo pelo qual a água volta à terra, pela condensação do vapor d’água contido na atmosfera. A origem das precipitações está ligada ao crescimento das gotículas das nuvens, e é necessário que tenham um volume tal que seu peso seja superior às forças que as mantêm em suspensão, adquirindo, então, velocidade de queda superior às componentes verticais ascendentes dos movimentos atmosféricos.


A formação da precipitação segue o seguinte processo: o ar úmido das camadas mais baixas da atmosfera é aquecido por condução, torna-se mais leve que o ar da vizinhança e sofre uma ascensão adiabática (não há troca de calor com o ambiente). Nessa ascensão ele se expande e se resfria à razão de 1o C por 100m (expansão adiabática seca) até atingir a condição de saturação (nível de condensação). A partir desse nível, em condições favoráveis, e com a existência de núcleos higroscópicos, o vapor de água se condensa, formando minúsculas gotas em torno desses núcleos. Essas gotas, entretanto, não possuem massa suficiente para vencer a resistência do ar, sendo, portanto, mantidas em suspensão até que, por um processo de crescimento, ela atinja tamanho suficiente para precipitar






Condensação é o processo inverso da evaporação. Pela condensação, o vapor d’água se transforma em água. Há uma diferença fundamental entre condensação e precipitação. Pela condensação do vapor d’água, formam-se as nuvens e nevoeiros. Somente com a coalescência de várias gotículas de uma nuvem ou nevoeiro, que se unem para formar gotas maiores, é que pode ocorrer a precipitação


Como já vimos, o resfriamento dinâmico ou adiabático é a principal causa da condensação e é responsável pela maioria das precipitações. Nesse sentido, existem três tipos principais, que são: ciclônico, orográfico e convectivo


  • Precipitações ciclônicas

As precipitações ciclônicas estão associadas com o movimento das massas de ar da região de alta pressão para regiões de baixa pressão. Essas diferenças de pressão são causadas por aquecimento desigual da superfície terrestre. São de longa duração e apresentam intensidades de baixa a moderada, espalhando-se por grandes áreas e muito importantes no desenvolvimento e manejo de projetos em grandes bacias hidrográficas.


A precipitação ciclônica pode ser classificada:


a) frontal

b) não frontal


A precipitação frontal resulta da ascensão do ar quente sobre o ar frio na zona de contato entre duas massas de ar de características diferentes. Se a massa de ar se move de tal forma que o ar frio é substituído por ar mais quente, a frente é conhecida como frente quente, se por outro lado o ar quente é substituído por ar frio, esta frente é conhecida como frente fria.

  • Precipitações orográficas

As precipitações orográficas resultam de ascensão mecânica de correntes de ar úmido horizontal sobre barreiras naturais, tais como montanhas. São chuvas de pequena intensidade e grande duração, que cobrem pequenas áreas. Quando os ventos conseguem ultrapassar a barreira montanhosa, do lado oposto projeta-se uma sombra pluviométrica, dando lugar a áreas secas ou semiáridas causadas pelo ar seco, já que a umidade foi descarregada na encosta oposta.


  • Precipitações convectivas

As precipitações convectivas são típicas das regiões tropicais. O aquecimento desigual da superfície terrestre provoca o aparecimento de camadas de ar com densidades diferentes, o que gera uma estratificação térmica da atmosfera em equilíbrio instável. Se esse equilíbrio, por qualquer motivo (vento, superaquecimento), for quebrado, provoca uma ascensão brusca e violenta do ar menos denso, capaz de atingir grandes altitudes. Essas precipitações são de grande intensidade e curta duração, concentrada em pequenas áreas.




Medidas Pluviométricas


Exprime-se a quantidade de chuva (h) pela altura de água caída e acumulada sobre uma superfície plana e impermeável. Sua avaliação se dá por meio de medidas executadas em pontos previamente estabelecidos, utilizando-se aparelhos denominados pluviômetros ou pluviógrafos, conforme sejam simples receptáculos de água precipitada ou registrem essas alturas no decorrer do tempo.

As medidas realizadas nos pluviômetros são periódicas, em geral, em intervalos de 24 horas feitas normalmente às 7 horas da manhã.

Vejamos algumas grandezas avaliadas:


  • Altura pluviométrica: medidas realizadas nos pluviômetros e expressa em milímetros (mm).

  • Intensidade da precipitação: é a relação entre a altura pluviométrica e a duração da precipitação expressa, geralmente em milímetros por hora (mm/h) ou milímetros por minuto (mm/min).

  • Duração: período de tempo contado desde o início até o fim da precipitação em horas (h) ou minutos (min)


Evaporação e transpiração


A evaporação é a transformação da água em vapor devido a da incidência de raios solares sobre a superfície terrestre. A quantidade evaporada a partir de uma superfície de água é proporcional à diferença entre a pressão do vapor na superfície e a pressão do vapor no ar das camadas adjacentes (lei de Dalton).


A Transpiração é o processo de perda de água na forma de vapor para a atmosfera através da superfície das folhas dos vegetais.


A soma destes dois processos resulta na perda de água total na forma de vapor para atmosfera, no qual chamamos de Evapotranspiração.


Fatores intervenientes na evaporação

  • vento

  • temperatura

  • umidade

  • radiação solar

bottom of page