top of page

Bem-vindo ao blog da Plataforma Engo

Aqui você vai encontrar os mais diversos posts voltados para o ramo da construção civil!

Novidades e inovações na construção civil

Dicas de técnicas de trabalho

Materiais de estudo para concursos

e muito mais...

Design sem nome (7).png
Design sem nome (8).png

NBR 9050 - Mobiliários na rota acessível - pessoas com deficiências visuais parciais ou totais.



Mobiliários com altura entre 0,60 m até 2,10 m do piso podem representar riscos para pessoas com defciências visuais, caso tenham saliências com mais de 0,10 m de profundidade. Quando da impossibilidade de um mobiliário ser instalado fora da rota acessível, ele deve ser projetado com diferença mínima em valor de refexão da luz (LRV) de 30 pontos, em relação ao plano de fundo, conforme defnido no contraste visual.




O contraste visual tem como função destacar elementos entre si por meio da composição claroescuro ou escuro-claro para chamar a atenção do observador. O contraste também deve ser usado na informação visual e para alertar perigos. O contraste é a diferença de luminância entre uma fgura e o fundo.


Para determinar a diferença relativa de luminância, o LRV da superfície deve ser conhecido. A medição do contraste visual deve ser feita através do LRV (valor da luz refetida) na superfície. O LRV é medido na escala de 0 a 100, sendo que 0 é o valor do preto puro e 100 é o valor do branco puro.


A Tabela abaixo representa a diferença na escala do LRV recomendada entre duas superfícies adjacentes, conforme ASTM C609-07



Ainda, quando tiver impossibilidade de um mobiliário ser instalado fora da rota acessível, ele deve ser projetado para ser detectável com bengala longa ou atender a sinalização tátil e visual de alerta.


O contraste tátil e o contraste visual da sinalização de alerta consistem em um conjunto de relevos tronco-cônicos conforme tabela e Figura abaixo


A sinalização tátil e visual de alerta no piso deve ser utilizada para:


  •  informar à pessoa com defciência visual sobre a existência de desníveis ou situações de risco permanente, como objetos suspensos não detectáveis pela bengala longa;

  • orientar o posicionamento adequado da pessoa com defciência visual para o uso de equipamentos, como elevadores, equipamentos de autoatendimento ou serviços;

  • informar as mudanças de direção ou opções de percursos;

  • indicar o início e o término de degraus, escadas e rampas;  

  • indicar a existência de patamares nas escadas e rampas;

  • indicar as travessias de pedestres.



Ao falar em travessias, lembre-se que as travessias de pedestres nas vias públicas ou em áreas internas de edifcações ou espaços de uso coletivo e privativo, com circulação de veículos, podem ser com redução de percurso, com faixa elevada ou com rebaixamento da calçada.


a) Redução do percurso da travessia


Para redução do percurso da travessia, é recomendado o alargamento da calçada, em ambos os lados ou não, sobre o leito carroçável, conforme Figura abaixo. Esta confguração proporciona conforto e segurança e pode ser aplicada tanto para faixa elevada como para rebaixamento de calçada, próximo das esquinas ou no meio de quadra.


b) Faixa elevada para travessia


A faixa elevada, exemplifcada na Figura abaixo, quando instalada, deve atender à legislação específca

c) Rebaixamento de calçadas


Os rebaixamentos de calçadas devem ser construídos na direção do fuxo da travessia de pedestres. A inclinação deve ser constante e não superior a 8,33 % no sentido longitudinal da rampa central e na rampa das abas laterais. A largura mínima do rebaixamento é de 1,50 m. O rebaixamento não pode diminuir a faixa livre de circulação, de no mínimo 1,20 m, da calçada, conforme Figura abaixo.


  • Não pode haver desnível entre o término do rebaixamento da calçada e o leito carroçável. Em vias com inclinação transversal do leito carroçável superior a 5 %, deve ser implantada uma faixa de acomodação de 0,45 m a 0,60 m de largura ao longo da aresta de encontro dos dois planos inclinados em toda a largura do rebaixamento, conforme Figura acima.



  • A largura da rampa central dos rebaixamentos deve ser de no mínimo 1,50 m. Recomenda-se, sempre que possível, que a largura seja igual ao comprimento das faixas de travessia de pedestres. Os rebaixamentos em ambos os lados devem ser alinhados entre si.


  • O rebaixamento da calçada também pode ser executado entre canteiros, desde que respeitados o mínimo de 1,50 m de altura e a declividade de 8,33 %. A largura do rebaixamento deve ser igual ao comprimento da faixa de pedestres, conforme Figura abaixo.


  •  Em calçada estreita, onde a largura do passeio não for sufciente para acomodar o rebaixamento e a faixa livre com largura de no mínimo 1,20 m, deve ser implantada a redução do percurso da travessia , ou ser implantada a faixa elevada para travessia conforme supracitado, ou ainda, pode ser feito o rebaixamento total da largura da calçada, com largura mínima de 1,50 m e com rampas laterais com inclinação máxima de 5 % (1:20), conforme Figura abaixo.



bottom of page